|
A China vai encerrar descontos sobre impostos que incidem sobre exportações de uma série de commodities, incluindo produtos siderúrgicos, amido de milho, produtos de borracha e etanol, informou o Ministério das Finanças, apesar de o país enfrentar uma alta do iuane.
A decisão decepcionou siderúrgicas locais, que esperavam mais suporte do governo em meio a pressões de margens de lucro potencialmente graves no terceiro trimestre, assim como mais um declínio nas exportações, como resultado da valorização do iuane. "As exportações de aço da China já estão difíceis e não têm competitividade de preço, e vamos enfrentar um ambiente muito mais difícil se alguns impostos não forem reduzidos", disse um gerente de exportação de uma importante siderúrgica. A partir de 15 de julho, a indústria de aço verá a retirada de um desconto de 9% nas exportações de bobinas laminadas a quente, seções, alguns produtos laminados a frio e bobinas galvanizadas por imersão a quente, informou o ministério em seu site ontem. A medida era amplamente esperada pelo mercado, apesar de negativas da Associação de Ferro e Aço da China no mês passado. Apesar disso, alguns traders esperavam que o governo mudasse de ideia após a decisão do banco central de permitir que o iuane se aprecie após 23 meses. A decisão do governo de eliminar as reduções de impostos sugere que o governo chinês continua determinado a consolidar o caótico setor siderúrgico do país e também reduzir algumas disputas comerciais. As exportações de aço da China têm sido alvo de uma série de medidas antidumping pelos Estados Unidos, que citam subsídios de Pequim na forma de empréstimos de baixo custo, terrenos baratos e incentivos tributários a vendas externas. Moeda local A China mostrou um pouco mais de seu novo regime cambial ontem, parecendo planejar uma queda do iuane para deixar claro que sua promessa de flexibilidade não inclui apenas apreciação. Os grandes bancos estatais da China mantiveram o iuane sob supervisão, um dia após a maior alta da moeda desde sua revalorização em 2005, indicando que Pequim permitirá uma apreciação em um ritmo menos do que querem seus críticos. A China está relaxando o controle do iuane antes da cúpula do Grupo dos 20 (G-20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) no fim de semana, interrompendo dois anos de moeda atrelada ao dólar. O iuane subiu mais de 0,4% na segunda-feira, perto do limite de 0,5% para cima ou para baixo do ponto de referência determinado diariamente pelo banco central. Ontem, o BC determinou o ponto de referência perto do patamar de fechamento da véspera, deixando espaço, em teoria, para outro aumento de 0,5%. O iuane imediatamente atingiu novo pico em cinco anos, antes de cair. Os bancos estatais entraram no mercado e compraram dólares, sugerindo que as autoridades querem controlar o ritmo de apreciação do iuane. Fonte: DCI |